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INFÂNCIA SEM CONSUMISMO – IDEIAS PARA UM MUNDO SUSTENTÁVEL

É possível preservar a criança e viver uma infância sem consumismo?

Vivemos a Era do compartilhamento, um tempo em que a posse torna-se menos importante que o acesso. O compartilhamento de bens de consumo e serviços tem se popularizado e causado transformações sociais e econômicas.

A Geração X e a Geração do Milênio sentem-se atraídas pela ideia de compartilhar bens, serviços e experiências em comunidades colaborativas, é o que mostra um estudo realizado em 2012 pela Campbell Mithun, uma agência de publicidade de Minneapolis e a Carbonview Research.

Jovens ao redor do mundo tem contribuído para a queda do número de veículos próprios por dar preferência ao acesso ao automóvel ao invés da posse. Atitudes como essas denotam uma mudança de paradigma que aos poucos ganham outras esferas, segmentos e perfis sociais.

Infância sem consumismoEntretanto, ao analisar dados do mercado brasileiro de brinquedos, constata-se que este setor vem crescendo ano após ano,  mesmo em situação de crise econômica. Em 2017 teve um faturamento de R$ 10,5 bilhões, representando um crescimento de 8,5% em relação ao ano anterior.  (Fonte: site Exame)

Somente em 2016, o mercado brasileiro contou com mais de 9.000 modelos de brinquedos. Na edição deste ano da Feira Internacional de Brinquedos, foram apresentados cerca de 1.500 lançamentos, entre brinquedos em geral, colecionáveis e educativos, jogos, pelúcias, artigos para festas, fantasias, etc.

Isto significa que a criança é alvo de um mercado ávido pelo aumento de vendas, com grandes investimentos em campanhas de marketing e propaganda para fisgar a atenção das crianças.

 

Infância sem consumismoAí vem a pergunta: é possível estimular o compartilhamento entre as crianças?

A partir de 1 aninho, a criança começa a expressar sua dificuldade em dividir, seja a atenção e carinho da mãe, até objetos pessoais. Somente por volta dos 6 anos, é que ela desenvolverá a capacidade de compartilhar, tornando-se cada vez  mais sociável.

Como podemos incentivar o compartilhamento e vislumbrar uma infância sem consumismo?

Algumas ideias simples, podem aos poucos provocando novas atitudes e cultivando novos hábitos.

 

INFÂNCIA SEM CONSUMISMO

Acompanhe esta história:

No ano passado fui tomada pela ideia de comprar de presente de Natal para meus 8 sobrinhos pequenos, um único presente, um presente que pudesse ser compartilhado entre eles –  um brinquedo coletivo.

Depois de pensar e pesquisar, cheguei ao presente ideal: um quebra-cabeça de madeira. Escolhi o quebra-cabeça da história da Arca de Noé e acrescentei ao pacote um livro sobre a mesma história

Na noite de Natal reuni a minha volta todos os sobrinhos para a entrega do presente.  De frente àqueles olhinhos brilhantes, disse  que aquele brinquedo era de todos eles e fui citando cada nome.

Expliquei que por ser de todos,  o brinquedo coletivo ficaria um pouco na casa de cada um e que eles deveriam ter muito cuidado para conservar o brinquedo afim de que nenhuma peça se perdesse.

Disse ainda que pedissem ao papai e a mamãe para brincarem junto com eles, ajudando-os na montagem do quebra-cabeça e lendo o livro. E ao final da noite, sorteamos uma criança para levar o brinquedo coletivo para casa. O brinquedo coletivo foi um sucesso entre as crianças.

Gostou da ideia? Acha difícil fazer isso na sua família?

 

OUTRAS IDEIAS PARA UM MUNDO SUSTENTÁVEL

Infância sem consumismo -Participar das feiras de trocas de brinquedos que acontecem ao longo do ano

-Incentivar o empréstimo de brinquedos entre os amiguinhos da escola e entre primos

-Organizar um mercado das pulgas com os brinquedos que não são mais usados entre as crianças da vizinhança

As crianças estão abertas a um mundo colaborativo, um mundo onde o “é nosso” tem mais valor do que o “é meu”, acredite.

Ao sair às compras de Natal, pense nisto:

“O mundo que vamos deixar para os nossos filhos depende dos filhos que vamos deixar para o nosso mundo”. – Mário Sérgio Cortella

E para este Natal já tenho outra ideia interessante que contarei aqui depois. Fique ligado.

Feliz Natal!

Ana Lúcia Machado